PAPAI – Homenagem póstuma!

 Pai!  Às vezes eu me pergunto:

Porque o tempo passa, e com ele vão-se as esperanças e os sonhos?

Muitas vezes ao relembrar o passado, sinto saudades de quando o senhor me pegava no colo, para me proteger de um perigo iminente, e com isso eu podia sentir o calor dos seus braços e o pulsar do seu coração.

Posso me lembrar da sua angústia quando um de seus filhos caía adoentado e o senhor, juntamente com a mamãe, pareciam médicos que procuravam descobrir o motivo, bem como o meio para nos livrar daquele mal que nos afligia.

E quando acordávamos pela manhã e perguntávamos à mamãe:

_ E o papai, onde está? E a mamãe nos respondia:

_ Já faz bastante tempo que foi para o trabalho!

  E à tarde, novamente perguntávamos:

_ A que horas o papai chega? E a mamãe novamente nos respondia:

_ Só Deus sabe, meus filhos!

E assim, passávamos os nossos dias; Sempre esperando pela noite, para vê-lo chegar, em casa, e tê-lo ao nosso lado por alguns instantes, porque logo vinha a hora de dormir.

Mas hoje, Papai; depois de vários anos; Hoje que também sou pai, procuro imitar essas coisas boas que o senhor nos deu como exemplo.

Hoje eu posso dar graças a Deus por sua vida, e por ter me transformado num homem de caráter;

Mas se hoje sou assim, é porque já herdei essa qualidade de berço; E porque tive um pai que sempre prezou pelo bom nome de nossa família.

Pai! Obrigado por ser meu pai!

Obrigado, se algumas vezes o senhor teve de puxar as minhas orelhas, pois tudo isso foi para que eu me tornasse o homem que hoje sou.

Que Deus o abençoe e o guarde em um lugar maravilhoso ao seu lado papai! E que no dia que os meus olhos se fecharem, eu esteja preparado para receber de Deus, a coroa e o lugar prometido por Ele, para aquele que crê e o busca, assim como tenho a certeza que o senhor já recebeu.

OBRIGADO PAPAI!        

Presbítero Aparecido Queiroz.                          

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